terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Lei Seca no Brasil; guerra nos Estados Unidos

Após um longo tempo de inatividade volto ao trabalho, com um monte de histórias, bem no estilo "minhas férias", da época que a tia Ângela, da primeira série pedia pra fazermos uma redação relatando aquele período longe da escola. Acho, inclusive que ela ficaria até emocionada se soubesse que ainda restou na minha memória um rastro de lembrança daqueles tempos. Afinal, foi ela quem iniciou minha alfabetização, o que hoje me permite, por exemplo, discutir aqui alguns temas que estiveram em pauta nessas férias.

Vamos deixar de lado as festas de final de ano. São todas parecidas. Indo direto para fevereiro, com direito a carnaval e tudo, veja bem quão inesperada a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais... Me pergunto se essa proibição irá, de fato, proporcionar a diminuição de acidentes nas estradas. Afinal, nada impede que as pessoas comprem bebidas antes da viagem e levem consigo durante o percurso - foi exatamente isso que fizemos em recente ida a Porto Seguro - BA. Outro ponto interessante dessa discussão é o fato de que muitos desses comerciantes instalados às margens das BRs devem passar a ter problemas de ordem econômica por causa da restrição imposta. Sem contar que alguns nomes de peso a proibição não atinge. Basta ter um bom advogado ou alguém que possa orientar como conseguir uma liminar e pronto, já pode vender uma cachacinha aqui, uma cervejinha ali...

Nesse meio tempo também houve, e prossegue, a disputa dos pré-candidatos a presidente dos Estados Unidos. Um show de horrores. A disputa entre os democratas Hillary Clinton e Barack Obama tem ganhado contornos de guerra nas prévias eleitorais que vão definir quem será o candidato do partido. E parece que vale tudo, desde a menção constante de que Obama pode ser o primeiro presidente negro dos EUA, passando pela associação do candidato ao terrorista Osama Bin Laden (canais de TV andam se mostrando se não inescrupulosos, incompetentes, pois já foram ao ar imagens do terrorista para ilustrar matérias sobre Obama e até imagens do candidato, identificado nos caracteres como Barack Osama) e pela quase garantia dada pelos correligionários da senhora Clinton de que o oponente é muçulmano e pretende não só dialogar com as nações rivais como também destruir o próprio país.

Apesar de tudo isso, a cada prévia, Barack Obama avança na liderança da disputa, mesmo sob as críticas de sua adversária, que o considera inexperiente para assumir a presidência. Não acredito que a ex-primeira-dama o seja em menor grau, visto que naquele posto Hillary Clinton não assumia responsabilidades do poder executivo. Como senadora, sim, ela tem mais experiência. Mas vamos esperar pra ver o que vai dar. Penso que se tudo seguir pelo caminho que segue, dentro de pouco tempo esse embate ou termina com a desistência de Hillary ou ela parte para a agressão moral e até racial.

Fabio Chagas