sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Habib's Nunca Mais - Desfecho

Conforme o prometido, aí vai toda a história do Habib's.


RECLAMAÇÃO QUE DEIXEI NO SITE DO HABIB'S NUNCA MAIS.

 -------- Mensagem original --------
   Assunto: Sobre o Site
   De: fabiochagas.es@gmail.com <mailto:fabiochagas.es@gmail.com>
   Para: alotiaeda@habibsbrasil.com.br
   <mailto:alotiaeda@habibsbrasil.com.br>
   Data: segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 09:37:14
       Email: <Fabio Chagas >
       Telefone: 27 - 9626XXXX <tel:27%20-%209626XXXX>
       Pedido:
       Mensagem: Bom dia, marquei a opção "sobre o site" por não
       encontrar a opção ATENDIMENTO. Ontem, 11/12, tive um dos
       piores atendimentos que alguém pode receber, na loja de
       Laranjeiras, Serra-ES. Fiquei cerca de 2 horas na loja e não
       recebi meu pedido integralmente. Não foram entregues
       justamente os lanches infantis das minhas filhas. Por fim,
       depois de me queixar com a garçonete, ela me trouxe um lanche
       improvisado, frio, com um suco diferente do pedido... e o pior
       foi gerente da loja assistir a tudo de boca fechada, sem se
       posicionar, sem defender a equipe. É claro que não fui
       grosseiro com os atendentes, apesar de ter deixado muito clara
       minha insatisfação, e me recusei a pagar o valor integral da
       conta, em virtude do péssimo atendimento. Aliás, na "comanda"
       da mesa que eu ocupava, nada havia sido registrado. Ocupei a
       mesa 91 e meu pedido foi feito na mesa 93. Resumindo, a loja
       estava uma completa desordem. De toda forma, quero destacar a
       postura amistosa e profissional das atendentes que, da maneira
       mais apropriada à sua competência/responsabilidade tentavam
       minimizar os problemas que ao meu ver tinham raiz na falta de
       conhecimento do negócio por parte da gerência


PRIMEIRO CONTATO DO HABIB'S NUNCA MAIS.

Em 15 de dezembro de 2011 20:35, Alô Tia Eda <alotiaeda@habibsbrasil.com.br <mailto:alotiaeda@habibsbrasil.com.br>> escreveu:
   Prezado Sr. Fabio,
   Agradecemos seu contato e opção pelo Habib´s.
   Para que possamos tomar providências necessárias junto à
   Administração da loja, precisamos de informações, as quais não
   estão contidas em sua mensagem.
   Sendo assim, pedimos que, por favor, envie-nos uma nova mensagem
   informando em que hora ocorreram os fatos.
   Certos de sua compreensão; ficamos no aguardo de um retorno.
   Cordialmente,
   Tania Martins
   Serviço Alô Tia Eda
   http://www.habibs.com.br/ <http://www.habibs.com.br/>
   Segunda a Sexta – 09h às 23h30
   Sábados e Domingos – 11h às 23h30


MINHA RESPOSTA.

-------- Mensagem original --------
Assunto: Re: Solicitação de Maiores Informações.
De: Fabio Chagas <fabiochagas.es@gmail.com>
Para: alotiaeda@habibsbrasil.com.br
Data: sexta-feira, 16 de dezembro de 2011 09:00:22
Bom dia, Senhora Tânia.
Agradeço muitíssimo por sua atenção.
O evento ocorreu no domingo, 11/12/11. Cheguei à loja por volta das 22h e fiquei lá até as 23h45min aproximadamente.
Fabio Chagas


COMO O HABIB'S NUNCA MAIS SE POSICIONOU.

Reclamação Loja Habib´s Serra - Atendiment​o.

Alô Tia Eda alotiaeda@habibsbrasil.com.br
19 dez (5 dias atrás)
para mim

Prezado Sr. Fábio,
Reiteramos nossos agradecimentos e pedimos desculpas em nome da Rede pelas falhas apresentadas.
Contatamos nosso departamento de Recursos Humanos, que irá interagir junto ao Administrador da Loja Habib´s Serra, antecipando o programa de revisão dos processos de treinamento aos funcionários desta loja.
Encaminhamos sua mensagem à Administração responsável, para que tome conhecimento dos atos e devidas providências.
Assim, esperamos promover, com esse fator e com sua colaboração, melhorias na loja, enquadrando-a nos padrões de atendimento exigidos pelo Habib´s.
Ficamos satisfeitos com a sua colaboração, no sentido de nos enviar Críticas, Sugestões e Elogios, oferecendo-nos assim a oportunidade de melhoria em nossos serviços.
Cordialmente,
Ana Paula Brito
Serviço Alô Tia Eda
http://www.habibs.com.br/
Segunda a Sexta – 09h às 23h30
Sábados e Domingos – 11h às 23h30

...

No meu caso, já está tudo resolvido: Habib's Nunca Mais.

Mas será que atendimento vai melhorar?

Bom, não vou pagar pra ver.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Habib's Nuca Mais - Desdobramentos


Pois bem, recebi ontem, 15/12/11, um e-mail do Habib's.
Me pediram alguns detalhes sobre o evento do último domingo, 11/12/11. Vamos ver no que vai dar.


E só pra alertar a você que possa ler meus posts, reclamar é um direito seu. Não estimulo ninguém a ser grosseiro ou achar que o cliente pode tudo. Ou como se diz por aí "o cliente sempre tem razão". Não acredito nisso. Tem muito cliente bandido por aí. É fácil perceber quando o cara quer tirar vantagem na desonestidade.


Mas toda empresa deve entender e fazer com que seus colaboradores entendam e acreditem que o cliente é a razão da existência de um negócio.


Certa vez ouvi uma comparação que passei a usar em meus treinamentos e palestras: a empresa tem de ser meio MÃE de seus clientes; eles choram, reclamam, pedem, fazem birra. Mas assim como os filhos, que também dão muita dor de cabeça aos pais e mães, os clientes são a razão da sua existência. 


É o cliente quem paga nosso salário. E se não houver uma prédisposição em ajudar a resolver os problemas dessa figura, é melhor a empresa fechar as portas.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ovelhas e Cabritos no Habib's (Habib's Nunca Mais).

Parece-me que venho forçosamente colecionando casos ou cases de desrespeito ao consumidor.


Já tive problemas com a viação Águia Branca, a Ox (xampu), a operadora Oi, sem falar de vários supermercados e lojas.


Desta vez o problema foi com o Habib's, mais precisamente a loja de Laranjeiras, Serra-ES.





Ao contrário do que o título desse post pode sugerir, o problema não foi relacionado à qualidade ou procedência da carne utilizada na produção das esfirras. Mas ao comportamento de vários dos clientes presentes na referida loja da rede, na noite do domingo, 11/12/11.


Fui com minha família a um shopping e na volta para casa decidimos comer alguma coisa. Isso por influência de minha filha de 2 anos que queria comer batata frita.


Como havia uma longa fila de carros no drive-thru da lanchonete, decidimos entrar e lanchar lá mesmo.


Entramos. Anotaram nosso pedido quase meia hora depois. Outra meia hora depois aparece um sujeito que havia notado nossa faminta presença e pergunta se faltava alguma coisa.


Dissemos que só os sucos haviam sido entregues até então e o sujeito foi resolver o problema. E voltou com quatro esfirras. 


Faltavam ainda quatro miniquibes e os lanches das meninas. Daqueles que vêm com um bonequinho e as tais batatas fritas.


Aí o tempo passou e passou. Passou mais uma vez e nada.


Resolvi perguntar a uma garçonete se o lanche viria antes da meia noite ou se não viria mais. Ela me respondeu que já não havia ninguém na cozinha. Sugeriu que eu fosse embora.


Minha esposa se foi. Peguei as crianças e fui pagar o que havíamos consumido.


Descobri que não havia nada registrado para a minha mesa. Nem eles sabiam onde haviam registrado meu pedido. Aos poucos foram eliminando algumas possibilidades e chegaram ao registro do meu pedido.


A essa altura minha mansidão, meu lado ovelha já havia sido mandado às favas. Comecei a virar cabrito. Vi isso acontecendo algumas vezes enquanto esperava meu lanche, mas só fui entender quando chegou a minha vez. 


A vontade era dar umas cabeçadas, sapatear em cima das mesas e talvez até cagar um monte de bolinhas, como os caprinos fazem.


Mas uma atendente me tranquilizou dizendo que me daria um desconto no valor do lanche que não foi entregue. 


Com o perdão da palavra, PUTAQUEPARIU. Desconto? Será que ela esperava que eu pagasse pelo tal lanche? Sem ter sido entregue?


O espírito do cabrito começou a querer fazer uma arruaça. Mas a presença de minhas duas ovelhinhas me impediu. Voltei a ser ovelha, com toda a mansidão possível, mas com toda a audácia pertinente à situação de direito adquirido.


Perguntei qual seria o desconto pelo péssimo atendimento.


Quiseram saber se o que considerava péssimo atendimento era a demora.


Respondi que era a demora, o descaso e sobretudo a decepção de minhas filhas em terem saído para lanchar e ficarem até meia noite esperando por um lanche que não veio.


Aí me deram umas batatas frias (não, não esqueci o T), um suco qualquer, um bonequinho e um caroço de feijão para as meninas plantarem. Me disserm que aconta era R$ 28,00 e, então eu disse que o desconto pelo péssimo atendimento seria de R$ 8,00. Para morrer o assunto.


O pior foi ver o gerente do barraco assistir a tudo sem se manisfestar, sem se posicionar nem defender a equipe. Não aguentei e soltei o cabrito. Falei para as atendentes, olhando para o gerente:


O problema é que vocês estão na maior roubada aqui. Não é culpa de vocês. É um problema de gerência, de incompetência.


Acho que eles esquecem que cliente mal atendido fala mal da empresa. E tenho feito isso muito bem. No blog, no Facebook, no Twitter e, é claro já mandei uma mensagem para eles também.


Gostaria muito de receber um e-mail que fosse, me pedindo desculpas, ou pelo menos tentando se explicar, com uma daquelas bem elaboradas cartas dos profissionais de Relações Públicas.


Se isso acontecer, volto a falar do assunto. Caso contrário fica o slogan da campanha que faço a partir de hoje: Habib's Nunca Mais.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O Seu Sucesso Financeiro

Olá pessoal,

Muitos de vocês já devem ter se perguntado: “Por que as coisas são tão difíceis pra mim e parecem ser tão fáceis para as outras pessoas?”.

Simples. Algumas pessoas planejam e se mantém fiéis aos seus planejamentos, outras, parecem ter internalizada a capacidade de não se desviar de seus propósitos, mesmo sem um planejamento escrito e rigorosamente controlado. 

Mas a maioria das pessoas, que não tem essa facilidade, também pode desenvolvê-la por meio de técnicas e métodos simples. Basta descobrir o que, de fato, é importante para você; o que é motivador; aquilo que te impulsiona. Depois, é só fazer uma reorganização de todas as áreas da sua vida que você acredita precisarem de mudanças.

O melhor de tudo é que VOCÊ passa a ser o REALIZADOR DOS SEUS DESEJOS.

Não é mágica. É trabalho sob a orientação de uma equipe de consultores e coachs financeiros.

Participe do curso “O Seu Sucesso Financeiro” e tenha uma nova postura diante da vida. Seja você o protagonista da sua história.


terça-feira, 7 de junho de 2011

Fundão, minha terra querida - parte V - Minhas sugestões ao novo Governo Municipal

Minhas sugestões ao novo Governo Municipal:

1 - Reunir todos os servidores e esclarecer sobre tudo o que ocorreu e o que será feito a partir de agora;
  • É claro que não há como manter 10% da população na folha de pagamento da prefeitura. Exatamente por isso, suponho que muita gente esteja se perguntando o que vai acontecer com seu emprego. Sem falar que o novo secretariado deve ser apresentado aos servidores e as novas diretrizes da atual administração comunicadas a todos.

2 - Fazer um pronunciamento oficial para toda a população, esclarecendo sobre o que ocorreu, o que será feito a partir de agora e questões relacionadas aos royalties do petróleo;

  • Assim como os servidores, os demais cidadãos precisam ser informados sobre os desdobramentos das investigações: se punidos e cassados o prefeito, o vice e os vereadores, o que vai acontecer? Novas eleições? Ou não vai mudar nada? O dinheiro supostamente desviado vai ser devolvido? Os recursos continuarão chegando? Onde serão aplicados?

3 - Atualizar as informaçãos pelos meios de comunicação, incluindo o site da Prefeitura, rádio local e redes sociais para deixar a população a par dos acontecimentos;

  • O Goveno Municipal tem a obrigação de se posicionar e faria isso de modo muito mais inteligente e eficaz se utilizando de todos os instrumentos de comunicação disponiveis. Com issso, as conversas desencontradas e os boatos diminuem consideravelmente.

4 - Abrir canal de comunicação para sanar possíveis dúvidas de servidores e demais cidadãos;

  • Um e-mail, telefone ou mesmo um programa na rádio local, semanal, para falar direto com o ouvinte, põem o prefeito em clima de sintonia e proximidade com o cidadão.

5 - Criar Conselhos Municipais, que não sejam meramente ilustrativos, com a finalidade de trazer a sociedade fundãoense para as tomadas de decisão, tornando-as muito mais representativas e menos centradas na figura e nos interesses do gestor e secretariado;

  • Quando o chefe do executivo e seu secretariado tomam as decisões sem consultar o povo, é quase certo que não representem os interesses da coletividade. Sem contar que a existência de conselhos permitem que a responsabilidade pelas decisões sejam de todos, pelos menos moralmente.

6 - Exigir e garantir que os serviços sejam prestados à população, com respeito, atenção e eficácia;
  • É evidente que em meio a tantos problemas, alguns serviços podem ficar prejudicados. O que não pode acontecer é o que vemos com muita frequência no serviço público: funcionários mal humorados, se sentindo donos do lugar, tratando sobretudo os mais pobres e menos instruídos com pouco ou nenhum apreço.

Em resumo, senhor prefeito, traga a população para o seu lado. Toda a cidade está carente de um verdadeiro líder. Esse é o seu momento.  Surpreenda o povo de Fundão. Mostre que é possível fazer muito para a população, mesmo em pouco tempo. Os cidadãos percebem quando o gestor é bem intencionado.

Ademais, caso a Justiça entenda que seja necessário haver uma nova eleição, esse momento será uma grande oportunidade para o eleitor de avaliar a atual administração.

Fabio Chagas

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fundão, minha terra querida - parte IV

Antes das minhas sugestões para o novo Governo Municipal de Fundão, preciso voltar ao assunto da abrangência que o escândalo tomou em nível nacional.

Então vejam a matéria exibida no dia 27 de maio no Jornal da Record, com apresentação de Celso Freitas e Ana Paula Padrão.

E não foi só isso. Dani Calabresa e Bento Ribeiro também fizeram uma citação durante o programa Furo MTV de 31 de maio.

Depois de tanta divulgação, o perigo é a história cair no esquecimento.

De toda forma, acredito que agora o prefeito Anderson precisa se colocar ao lado do povo. A iniciativa de solicitar uma auditoria do Tribunal de Contas é acertadíssima. O uso do terno também é bastante adequado a um prefeito (igualmente adequado aos vereadores). No entanto, o novo cargo com suas responsabilidades e a indumentária elegante não devem criar mais barreiras do que as já existentes entre o povo e o novo chefe do Executivo.

O novo prefeito deve garantir que haja transparência na condução desse novo momento.

Não posso dizer o que deve ser feito. Mas, como cidadão, posso sugerir algumas ações:

Continua...

Fabio Chagas


sábado, 4 de junho de 2011

Fundão, minha terra querida - parte III

Há mais de 15 anos, conheci em Fundão algumas figuras que me chamaram a atenção pela forma como discutiam sobre política, economia, filosofia, literatura, sociologia e tantos outros temas. O grupo, que reunia a fina flor do intelecto fundãoense e alguns simpatizantes, era o PCdoB, sob a presidência do camarada Dines Broseghini.

O Dines era um apaixonado por política, por Direitos Humanos e tinha em si, vivo, o sonho dever uma sociedade em que todos pudessem ter, sem qualquer diferença, acesso a um mínimo de dignidade. Por várias vezes tentou sem vereador, mas o pequeno município, que até hoje traz resquícios do coronelismo, do voto de cabresto e dos currais eleitorais, não estava pronto para ele.

Combativo, perspicaz e sempre muito antenado, Dines não fazia das disputas políticas brigas pessoais. Era um dos poucos cidadãos a frequentar as sessões na Câmara de Vereadores e fazer uso da tribuna para criticar, alertar, sugerir e elogiar, quando necessário. Era o único político que conheci capaz de oferecer seu capital intelectual para servir à comunidade.

Muitos políticos de Fundão procuravam Dines para pedir opiniões, tirar dúvidas, saber o que ele achava desse ou daquele assunto. Nem sempre compreendiam o pensamento do velho comunista. Mas ele não deixava de se posicionar. Aliás, não foi à toa que o camarada sofreu o horror da ditadura. Defensor dos direitos constitucionais dos brasileiros, levou às últimas consequências seu posicionamento em favor da liberdade nesse país.

Hoje, anos após sua morte, vemos, pela primeira vez, um outro camarada do PCdoB ser eleito vereador de Fundão e, por causa dos últimos acontecimentos, chegar a ser prefeito. Espero que o Prefeito Anderson Gorza honre a memória do fundador do partido, honre os votos que recebeu quando foi eletio vereador e honre muito mais a confiança que o povo lhe deposita como condutor de um novo momento na história da cidade.

O PCdoB acredita numa sociedade igualitária e, por isso, o novo prefeito deve pensar em um novo tempo de melhoria para todos. Afinal, o cargo ocupado por um político não pertence a ele, mas ao partido.

E para não dizerem que só critico ou fico cobrando dos outros, na próxima postagem vou apresentar minhas sugestões ao novo governo.

Continua...

Fabio Chagas


Fundão, minha terra querida - parte II

Na última postagem, sugeri que os políticos que sobraram na administração de Fundão partissem para o trabalho; um trabalho de reconstrução da cidade, com base na ética e no bom senso.

Acredito que tal obra deva mesmo acontecer para recuperar a autoestima dos servidores sérios e dos cidadãos de uma forma geral. Fica no ar um clima de desconfiança (ou certeza?) generalizado. É como se o simples fato de trabalhar na Prefeitura tornasse cada funcionário um desonesto ou corrupto em potencial. Mas sabemos que há gente séria trabalhando.

Sabemos também que algumas pessoas estão sendo responsabilizadas pelos atuais problemas, mas nesses casos costuma ter muito mais gente envolvida. Isso porque a estrutura administrativa está corrompida e não é de agora. Muita gente acha que estar no serviço público é razão para não cumprir horário; ir trabalhar o dia que bem entender; tratar mal os que dependem de serviços públicos, entre outro maus costumes.

Mas o que se esperar de pessoas que têm como chefes pessoas arrogantes, descomprometidas com o bem comum e, em alguns casos, sem a menor capacidade técnica exigida pelo cargo ou função; pessoas sem visão sistêmica, que não entendem a importância de seu prórpio trabalho no âmbito municipal, ou acreditam que o único trabalho importante é o seu.

Falta em Fundão, tanto por parte dos sucessivos governos - uns em menor proporção que outros- quanto por parte da população, a noção de que estão no poder pessoas escolhida por nós, para cuidar de nossos interesses. Falta a noção de que existem leis e que elas devem ser cumpridas. Falta a noção do servir.

Sem falar que, com muito menos de 900 mil ao mês, é possível servir bem à comunidade. É possível elevar o nível dos serviços prestados ao povo e, em alguma medida, ajudar a população a se sentir melhor, numa cidade em que os problemas são absurdamente menores do que os de uma metrópole.

A meu ver, o que Fundão precisa, agora, é reconhecer que o momento, além de causar uma certa indignação, é um momento de esperança (isso eu tenho ouvido bastante de uma amiga, nos últimos dias). Tenho sentido uma certa sensação de que a impunidade pode sucumbir.

Me entristece o fato de ver pessoas próximas em situação tão difícil. Elas mesmas, talvez, sendo vítimas do processo de desvalorização não apenas da cidade, mas de si mesmas...

Mas de toda forma, pensemos o que pode ser feito num lugar em que seus dirigentes se perderam e onde não há um caminho definido a se seguir. O que fazer? Em quem confiar? Quem, nesse momento, pode dizer que rumo tomar? Difícil responder. Mas mesmo assim vou tentar, nas próximas postagens, partilhar com meus leitores as coisas que imagino serem boas para minha cidade.

Então, amanhã, ou melhor daqui a pouco (considerando que estou escrevendo quase à 1:30 da madrugada), vou tratar de três situações: a abrangência do escândalo, as propostas que acho mais viáveis para o município e uma outra questão que vai tratar do cenário histórico e político-partidário de Fundão.

Continua...

Fabio Chagas 

terça-feira, 31 de maio de 2011

Fundão, minha terra querida (verso da Marcha de Fundão, hino da cidade) - parte I

Nas últimas duas semanas, Fundão tem sido vista pelos olhos da imprensa, de maneira muito atenta. E não é para menos.

Primeiro, uma ação policial que resultou na apreensão de veículos, armas e drogas, além da prisão de várias pessoas. Isso sem falar que, no mesmo dia, um policial foi morto na frente do filho de 14 anos, durante um assalto a um posto de combustíveis. O militar fazia segurança no mesmo posto, nas horas de folga. 

Uma outra operação, desta vez envolvendo o Ministério Público (MPES) e as polícias civil e militar, teve como alvo a adminstração municipal. Cumprindo mandados de prisão, busca e apreensão, mais de 100 policiais fizeram o centro de Fundão ficar quase tão movimentado quanto nos dias de festa.

Carros, pessoas, bicicletas, motos e até carrinhos de bebê disputavam espaço no trânsito da cidade. Ruas foram interditadas, equipes de reportagem chegavam a todo momento e, aos poucos, a população ia sabendo que se tratava do maior escândalo já registrado na história do lugar: o suposto desvio de cerca de 900 mil reais, por mês, provenientes dos royalties do petróleo explorado em nosso litoral.

Metade do secretariado municipal foi preso. E sobrou até para dois vereadores e alguns funcionários do primeiro escalão. Mas não parou por aí. O prefeito e o vice podem ser afastados e outras pessoas podem ser investigadas por atos de improbidade administrativa.

Não chego a me surpreender. Também não acho que só houve coisas erradas nesta gestão.

As investigações devem continuar, os responsáveis pelo desvio de dinheiro, se houve, devem ser responsabilizados e punidos, os envolvidos em práticas ilícitas envolvendo a coisa pública devem ser igualmente cobrados por seu atos, mas não pode parar por aí.

Precisamos nos conscientizar de que o público é uma dimensão coletiva do privado. Nessa rede de interesses individuais, o organismo social público funciona como uma argamassa. Não descaracteriza as pessoas, mas enxerga todas como um grupo que, em alguma medida, possui interesses comuns. Em favor dessa unidade é que o público opera. Ou deveria.

Essa visão não vale apenas para os cidadãos que apenas usufrem dos serviços prestados pela municipalidade. Vale também, e com um peso maior, para os cidadãos que, em nome do município, prestam serviços aos demais. E recebem por este serviço. Não são voluntários. Não fazem favor.

É urgente, também, que os interessados em manter ou disputar lugares de comando, seja no poder  legislativo seja no executivo, se conscientizem muito mais. Não deveriam olhar para esse escândalo apenas pelo viés da competição político-eleitoreira, mas pelos olhos da justiça. E dizem que esta é cega. Esperamos que sim. Cega com relação aos cargos, sobrenomes, poder financeiro.

Em resumo, não se trata de fazer uma caça às bruxas, nem de promover espetáculos de enforcamento em praças públicas ou queimar vivos, em grandes fogueiras, os culpados. Devemos esperar que sejam responsabilidados os responsáveis e exemplarmente punidos por seus atos. Dentro da Lei.

Mas seria muito bom se nossos políticos não ficassem apenas apontando erros, dizendo "eu falei, eu avisei". Seria muito bom se eles não utilizassem esse evento apenas para tentar manchar a reputação dos outros. O ideal seria se utilizassem isso para pensar em suas próprias fragilidades. E partissem para o trabalho.

Continua...

Fabio Chagas

sábado, 21 de maio de 2011

Professora Amanda Gurgel

Esta semana, tive o prazer de ouvir uma das mais esclarecidas falas sobre a educação brasileira.

Em seu desabafo, durante uma audiência pública sobre o cenário da educação no Rio Grande do Norte, a professora Amanda Gurgel resume o que acontece em todo o Brasil.

Assista ao vídeo.

Nosso país, enquanto exibe o título de oitava economia do mundo, figura no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) como o 70º da lista, só ficando à frente do Cazaquistão, Equador, Rússia, Ilhas Maurício e Bósnia-Hezergóvina. Um dos indicadores que determinam o IDH é a educação.

Mas a preocupação do Brasil com a educação é mera maquiagem para agradar a organismos internacionais como o FMI e o Banco Mundial. Para ficar bem na foto, o governo lança campanhas como "Toda criança na escola", amarra isso ao Fome Zero, Bolsa Família e outros programas de distribuição de renda e faz de conta que a população brasileira tem acesso a educação de qualidade.

Mas veja, hoje em dia, dificilmente um aluno fica reprovado, mesmo que não tenha aprendido nada ao longo do ano. E por que não aprende? Porque faltam condições que façam com que a criança se interesse pelo estudo. Talvez não tenha uma família estruturada, passe fome em casa, sofra violências, não tenha moradia digna. Isso exige ações públicas firmes e articuladas, num contexto mais amplo.

No entanto, vamos pensar nas situações dentro da escola. Se o professor recebe um salário abaixo do piso nacional, não tem segurança, precisa trabalhar em várias escolas e em vários horários pra ter um salário um pouco melhor; se não tem material didático adequado, se as salas de aula não têm instalações decentes, se falta água, energia, ventilador, cadeira, quadro, giz e coisas do tipo, fica difícil.

Talvez tenhamos que esperar pela eleição de Cristovam Buarque...

Enquanto isso não acontece, contamos com a boa vontade de alguns profissionais da educação, gente sensível e dedicada que, ao menor sinal de interesse de um aluno, deposita toda sua esperança e se desdobra para ensinar, incentivar e apontar caminhos e opções diferentes. Mas só com boa vontade não dá.

Um bom exemplo vem do Japão que, mesmo no período feudal, antes da Restauração Meiji em 1868, já se preocupava com a educação não apenas dos senhores provinciais, mas também das outras classes sociais. Em 1872, foram fundadas escolas primárias e secundárias e, em 1886, o "Toda criança na escola" já era obrigatório, passando a ser gratuito em 1900. De lá até 1947, o ensino primário passou de três ou quatro anos para nove anos de duração e estima-se que cerca de 75% dos cidadãos que concluem o ensino médio, cursem a universidade, os cursos profissionalizantes ou outros cursos pós-secundários.

O país, depois da Segunda Guerra, quando era apenas uma pequena nação devastada, tomou medidas que o lançaram pra frente, para se tornar uma das maiores economias do planeta. No centro de seus objetivos está a formação de cidadãos conscientes e confiantes, integrantes de uma sociedade que preza pela democracia e pelos direitos humanos.

No Brasil, o que se espera  é que haja condições para tornarmos nosso ensino tão eficaz quanto o de lá. É obvio, sem nos enganarmos, pensando que questões como a intensa concorrência e a violência só acontecem por aqui. Por lá, sem dúvida, o problema também existe. Devemos olhar para fora e aprender com eles o que pode ser aplicado aqui, para resolver nossos problemas. E os problemas da educação por aqui, sem dúvida, passam pela contínua e histórica desvalorização do professor.

Fabio Chagas

sábado, 30 de abril de 2011

Assalto no Mosteiro Zen Morro da Vargem - parte III

Ainda sobre o assalto no Mosteiro, me assombra a falta de sensibilidade das pessoas em relação a situações de violência. Não acho que seria necessário uma enxurrada de telefonemas, e-mails, scraps e twits em solidariedade. Mas acredito que a sociedade está meio apática, não ligando muito, ou nada, para problemas que são de todos.  

Veja o caso do rapaz que mandou um scrap para o professor de Educação Ambiental que estava no Mosteiro na noite do assalto e foi troturado por seis horas. O texto era mais ou menos o seguinte: "Oi, soube do assalto, parece que bateram no pessoal daí, mas dá pra marcar uma visita pro dia tal?".

A leitura que faço disso é a seguinte:

E aí? Roubaram tudo né? Levaram umas porradas... Bom, mas não foi comigo, graças a Deus. Vai dar pra abrir pra eu ir visitar o lugar?

É curioso saber que pouca gente se importou com o que há por trás desse acontecimento. E não estou falando do que foi roubado nem de quem esteve envolvido na ação criminosa. Estou me referindo à falta de valores que está corrompendo nossas famílias, nossas escolas, nossas comunidades.


A charge do Amarildo expressa bem o que estou falando. Não dá mais pra se refugiar ou se esconder da violência. Onde quer que estejamos, estamos sujeitos a um assalto, um tiro, uma facada.

Assaltos a escolas, museus, igrejas já não são novidade. Estamos vivendo tempos difíceis. E parece que a tendência é piorar. Então, acho que precisamos olhar mais para a raiz do problema. Precisamos cuidar da educação, precisamos pensar em solidariedade. Precisamos reaprender a viver a dor do outro, a nos colocar no lugar do outro. A isso damos o nome de COMPAIXÃO.

Parece excesso de romantismo, parece discurso de religioso, mas é essa a única forma de se evitar conflitos e agressões: colocar-se no lugar do outro; amar o outro apesar da diferença, ou por causa dela. Mas depende de cada um fazer agora o que pode ser feito.

É como aquela velha história do fogo na floresta. Todo mundo fugindo e o beija-flor carregando uma gotinha de água no bico tentando apagar as chamas. Ou seja, tá todo mundo roubando, mas eu não preciso fazer o mesmo; tá todo mundo brigando na rua, mas eu posso nem entrar na confusão.

Acho que isso foi um desabafo. Já deu.

Fabio Chagas

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Assalto no Mosteiro Zen Morro da Vargem - parte II

Há um mês, fiquei de buscar respostas para duas questões decorrentes do assalto ocorrido no Mosteiro Zen, em 22 de março: o trauma das vítimas e a reação da sociedade a situações como aquela.

Nessa postagem vou me limitar à primeira questão: o trauma.

O aurélio dá a seguinte definição: Psiq. Agressão emocional capaz de desencadear perturbações psíquicas e, em decorrência, somáticas.

E o que tenho observado nas vítimas é exatamente isso. Já passou um mês, várias pessoas suspeita de envolvimento no assalto foram presas, mas a sensação de insegurança ainda é grande. Meu colegas ainda não dormem direito, ficam o tempo todo se vigiando, olhando para os lados, como se a qualquer momento tudo fosse se repetir. Isso acaba deixando todos nervosos e inseguros.

Dormir no Mosteiro, agora, é desconfortável.

O que se espera é que tudo possa voltar ao normal.

O que as vítimas esperam é poder dormir em paz novamente, poder sair de casa e andar pela rua, ir à feira, ao supermercado, à igreja. É não temer o cair da tarde. É não sofrer enquanto as horas passam devagar na madrugada.

Fabio Chagas

domingo, 27 de março de 2011

Assalto no Mosteiro Zen Morro da Vargem - parte I

Na noite da última terça (22), um grupo fortemente armado invadiu o Mosteiro Zen de Ibiraçu, fez dois reféns e levou vário equipamentos e um automóvel. A motivação do crime seria um cofre de que nunca se ouviu falar.

Mas todos os detalhes do ocorrido já foram exaustivamente noticiados pelos jornais e programas de rádio e TV.

O que me faz escrever sobre o assunto é exatamente o que não foi falado, aquilo que os gravadores, as câmeras fotográficas e as filmadoras não registraram: o olhar das vítimas, o tremor nas mãos, o embargo na voz.

Nenhum reporter conseguiu ou procurou saber se doíam mais os cortes no corpo ou as dores na alma. Ninguém viu o que meus olhos presenciaram: um homem de 40 anos, com uma vida inteira dedicada à educação, aos prantos, questionar a validade de seu trabalho.

Ninguém ouviu o que meus ouvidos flagraram: a voz trêmula e copiosa de uma irmã desesperada a procura de informações sobre esse homem. Ninguém soube da dúvida que acortinava o olhar e fazia definhar uma mãe que questionava "Você sabe o que fizeram com o meu menino?"...

Pois é. Para as mães somos sempre crianças. E qual não teria sido a tristeza dessa mãe se, naquela semana, ganhasse de presente de aniversário (79 anos) o velório do filho mais novo.

Basicamente, me preocupam duas coisas: 1) Como ficam as vítimas, no que diz respeito ao trauma? e 2) Como a sociedade encara situações de violência?

Vamos ver se conseguimos responder a essas questões nas próximas postagens.

Fabio Chagas

sábado, 26 de março de 2011

Às mestras, com carinho - parte II

Pois bem,

Em cinco anos minha esposa não só amadureceu, mas desenvolveu uma capacidade incrível de cuidar de várias coisas ao mesmo tempo. Isso é meio louco.

Mas vamos ao que falta...

Sempre critiquei muita nossa filha mais velha por ser tão inteligente, mas tão preguiçosa. Sei que a preguiça é muito comum quando se trata de pessoas que pensam rápido e fazem conexões mentais muito facilmente. Ora, o esforço pra conseguir entender as coisas é menor e isso os deixa mais relaxados, claro.

O problema é que junto com isso tem o fato de todo mundo sempre a ter paparicado e feito acreditar que ela já era boa demais em tudo. Pronto. Pra que aprender mais? Pra que melhorar? Pra que obedecer?

É lógico. Faz sentido. É psico, mas é lógico.

Com a mais nova estamos tentando não cometer tantos erros. Espero que consigamos. E, como toda criança, ela demonstra um potencial muito grande a ser trabalhado. O que mais me impressiona é a alegria e o bom humor, já ao acordar (preciso aprender isso com ela). Sem falar da capacidade de fazer associações e da excelente memória.

É isso.

Aprender e viver melhor, ou o contrário, estão no meu roteiro. É difícil acertar sempre, mas é possível aprender sempre.

Fabio Chagas

terça-feira, 22 de março de 2011

Às mestras, com carinho.

Sem o drama da obra (To Sir, with Love) de James Clavell, ambientada na Londres da década de 1960, meu título fica pesadamente piegas. Mas isso não é um problema tão grande assim. Aliás, isso não é quase nada frente as descobertas que tenho feito ao longo da vida.

Quando era menino não entendia minha mãe. Não compreendia. Na juventude, desconhecia minha namorada, noiva e esposa. Adulto, começo a perceber a psico-lógica de minha filha mais velha e a perspicácia da mais nova. Mas vamos destrinchar tudo isso com calma...

Lembro-me de algumas surras, castigos e proibições que recebia na infância por conta de alguns comportamentos abominados por minha mãe. Se eu mentisse, apanhava. Falando a verdade, é mais provável que isso acontecesse. "Se você apanhar de alguém na rua, apanha quando chegar em casa; se bater em alguém, apanha o dobro.", dizia ela.

E aí? Como uma criança sai dessa situação? Mais tarde a ficha caiu: minha mãe queria um filho que soubesse dialogar, resolver as coisas sem partir pra porrada. E queria que eu entendesse que a verdade às vezes machuca, mas a mentira machuca e deixa cicatrizes. A dor da verdade vem junto com uma sensação leve de ter feito a coisa certa e essa leveza do ser é insuperável.

No entanto, a DOR da verdade eu conheci há uns dois ou três anos...

Chego em casa um dia e invento de cozinhar nem lembro o quê. Precisava da penela da pressão. Procurei e não encontrei. Perguntei à minha esposa:

_ Onde está a panela de pressão?

_ Joguei fora. Respondeu ela.








Sim. Um silêncio denso manteve a distância entre mim e ela.




_ Jogou fora? A panela que minha mãe deu pra gente? Perguntei.

_ Joguei. Ficou muito tempo na geladeira com uma carne dentro e a carne estragou... fiquei com nojo e joguei fora.



Sai de perto e fui me envenenar longe dela. Não podia admitir que alguém jogasse fora uma panela de pressão pelo simples fato de haver comida estragada dentro. Por que não lavar?

Alguns dias depois, numa dinâmica na faculdade acabei percebendo como eu havia sido machista. Logo eu, O Liberal, não tive a capacidade de lavar a panela que eu também havia permitido ficar tanto tempo na geladeira. Mas, vencido o terror de descobrir que eu não era tão menos machista que a maioria dos homens, passei a descobrir outras coisas que ainda não havia percebido em minha esposa.

Quando engravidamos de nossa segunda filha, estávamos num momento muito agitado de nossa vida. É claro que planejamos ter outro filho (no caso, filha), paramos com o anticoncepcional e fizemos muito sexo. Mas vivíamos nos rocks, bebíamos, minha esposa fumava cada vez mais e isso me preocupava. Eu imaginava que quando ela engravidasse não pararia com aqueles vícios.

Nas primeiras semanas da gravidez, com a confirmação, ela parou de fumar e nunca mais - nossa filha já está com um ano e três meses - fumou. Sem falar que ficou toda a gravidez e amamentação sem beber.

Sei o quanto é difícil deixar um vício. Não acreditava que ela pudesse parar e parou. E a cada dia vejo como minha esposa é forte, centrada, bem humorada e tem uma paciência absurda, sobretudo comigo.

Na próxima postagem,
A psico-lógica e a perspicácia das minhas duas meninas.

Até breve.
Fabio Chagas