O Seminário "Políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior" promovido pelo Programa Conexões de Saberes da Ufes apresentou, na manhã de ontem, uma série de artigos produzidos pelos bolsistas. Me chamou muita atenção o que abordou a temática da identidade.
O assunto foi tratado de maneira muito oportuna e seguiu por um caminho que muito me agrada: a discussão sobre a influência da mídia na mudança de identidade de pessoas e grupos dos mais diversos.
Pra começar, quero deixar clara a minha posição de defesa da mídia - como se ela precisasse disso! - acredito que ela cumpre seu papel. Satanizá-la significa, no mímino, assumir uma total falta de consciência dos papéis sociais que cada um pode e/ou deve desempenhar.
Ah! Antes que eu me esqueça, ... : a palavra "mídia" ainda vai aparecer muitas vezes nesse texto. E não estou falando da mídia como canal, meio de propagação ou difusão de informações. Falo da mídia como fábrica de significados e ressignificações; como instituição; quase uma divindade.
Calma, senhores. A divindade a que me refiro é a super presencialidade que ela manifesta: você está em casa e ali está o rádio, a TV, o telefone; você sai e lá está o celular, o MP3, ...4, o jornal na banca ou com o cara que sentou ao seu lado no banco do ônibus; é o outdoor, o busdoor, o etcdoor. Não como suporte de mensagem, mas como a mensagem em si. A mídia é a mensagem (O meio é a mensagem. - McLuhan). Ela é o estilo da mensagem, a proposta, a intenção; A imagem viva do poder. No entanto, insisto, cumpre seu papel. Cabe a você decidir pela resistência (até que ponto?) ou não.
...Continua.
Fabio Chagas